Quinze anos sem Chico Science

Hoje, completam-se 15 anos da morte de Chico Science, aos 30 anos, por acidente de carro. O Xico Sá fez um texto lembrando o cantor, seu amigo e xará, e um dos criadores do movimento que revolucionou a música em Pernambuco e no Brasil.

Eu também tenho uma história sobre o Chico Science (embora muito menos interessante). Era 1997 e estava eu, no Empório, bar em Ipanema que costumava reunir um público do rock (lá o Los Hermanos fez alguns dos seus primeiros shows, por exemplo), com meu então namorado. Ele, que já naquela época tinha sacado a importância de Chico e a Nação Zumbi, num certo momento, voltou à mesa e me disse: “Fui entrar no banheiro e quem tava saindo era o Chico Science. Devia ter falado com ele!”

Eu, com o espírito quase blasée de quem é carioca e freqüenta a Zona Sul, desdenhei: “Ah, relaxa. Ele vive aqui no Rio. Outra hora vocês se esbarram.” Pouco tempo depois, Chico morreu, e eu sempre lembro dessa história.

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Lembrei de outra história. Anos antes, em 1994 (eu ainda tava no colégio!), uma amiga chamou pra ir ao Circo Voador ver o festival Super Demo, que apresentava bandas novas. Naquela época eu já era mesmo doida pra conhecer os lugares do rock e não tinha muita companhia, então não foi difícil me convencer. O que mais me chamou atenção na noite foi o show do DeFalla, mas antes deles o público veria uma banda pernambucana: Chico Science & Nação Zumbi. A formação era diferente, eles tinham dois tamborzões que faziam um paredão sonoro no palco. Deve ter sido um dos primeiros shows do grupo no Rio. Detalhe é que eles foram apresentados pelo (gênio) Edu K, que disse: “Isso aqui é o futuro do rock brasileiro!”

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