A longa caminhada de Criolo

O rapper paulistano Criolo foi a grande estrela do último Video Music Brasil, da MTV, na semana passada, quando levou três prêmios (melhor disco, música e artista revelação) e cantou seu maior sucesso, “Não Existe Amor em SP”, ao lado de Caetano Veloso. Mas o artista — que abre o festival Faro MPB, sexta-feira, no Studio RJ — começou a chamar a atenção da grande mídia e a romper as barreiras do mundo do rap há alguns meses, quando o produtor de seu CD ‘Nó na Orelha’, Daniel Ganjaman, divulgou na rede a faixa “Não Existe Amor em SP”.
A música se espalhou rapidamente pelo Twitter e Facebook e a curiosidade sobre aquele nome (antes Criolo Doido) foi tanta que, quando o disco foi disponibilizado para download, em abril, o servidor não deu conta de tanto acesso. “Caiu três vezes o site. Viu que ‘da hora’? “, orgulha-se Criolo, ou Kleber Gomes.

Um dos fundadores da Rinha de MCs, competição de rap ‘freestyle’ de São Paulo, Criolo tem 36 anos de idade e 23 de carreira. Filho de uma professora e um metalúrgico cearenses, ele cresceu em Grajaú, na Zona Sul de São Paulo.

“Trabalhei com tanta coisa nessa vida! Foram 12 anos com crianças e adolescentes (ele foi arte-educador de moradores de rua) e tinha muito a ver comigo. Sempre lidei com gente, fosse vendendo cocada na rua, ou batendo de porta em porta”, lembra. Há dois anos, ele inclusive pensou em parar com a música. “Sou muito grato por isso tudo que tá acontecendo. Isso só rolou porque eu tive uma oportunidade aos 35 anos e agarrei ela”, diz.

Criolo ainda mora na casa dos pais e passa temporadas na casa de amigos. Conta que os mais chegados do bairro ganharam autoestima com o sucesso dele. “Tem amigo que fala: ‘Não gosto da tua música, mas já vi quanto você passou por baixo (da roleta) do busão e bateu de porta em porta para vender roupa para ter dinheiro para tocar num lugar que você nem sabia onde. Parabéns pelo teu trampo'”, conta.

Apontado como queridinho das mulheres, ele jura que o assédio é “normal” e “por causa do trabalho”. Se não existe amor em SP, na vida de Criolo existe? “Claro, amo meus pais, amigos…”, despista. Mas tem namorada? “Ah, isso aí tá tranquilo, gata. Casei com a música faz tempo. Vocês são lindas, maravilhosas, mulher brasileira é… vou falar o que de vocês?”, diz, entre tímido e charmoso, sem responder.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Criolo e Caetano no VMB

Dia de folga, planejei mil coisas, não fiz nada. Às vezes eu ADORO fazer nada.

Agora à noite, aproveitei pra me atualizar um pouco. E aí que eu curti bastante o Criolo com o Caetano no VMB ontem:

O Criolo vem passando por um processo curioso, nos últimos tempos. “Não existe amor em SP” foi lançada e virou logo viral nas mídias sociais. Na sequência, o disco dele, Nó na orelha, foi baixado por tanta  gente no lançamento que o servidor não deu conta. Foi parar na até na capa da Serafina, a revista pra ricos da Folha de S. Paulo. E aí de repente ele começou a ser criticado por causa do “hype”.

Eu fui mais uma a conhecer o trabalho dele através de “Não existe amor”. Depois, fui no YouTube catar outras músicas e achei legal. Quando o disco saiu, baixei e gosto bastante. Não é a coisa mais revolucionária do mundo, mas quem disse que ele se propõe a isso? O anti-hype também dá muita preguiça…

Semana que vem, ele se apresenta pela primeira vez aqui no Rio, no Studio RJ, e vou poder conferir ao vivo.

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.