Rock in Rio: eu Stevie

Durante o Rock in Rio acabei abandonando isso aqui. Mea culpa, mas fazer ‘Jornalismo Roitman’  e ficar em boa forma no dia seguinte não foi possível. Mas vou tentar postar aos poucos minhas impressões. Esse textinho sobre o Stevie Wonder, meu show preferido no festival (e um dos preferidos na vida), eu escrevi pro jornal O Dia. Mas queria frisar que, como eu já disse a alguns amigos, ainda não inventaram um vocabulário que dê conta de descrever o que eu senti, como eu me senti.
Boa parte do público amante de música já sabia que o show de Stevie Wonder (o segundo do cantor e compositor no Brasil, sendo que o primeiro foi no longínquo ano de 1995) prometia ser o melhor do Rock in Rio – embora, ironicamente, o dia 29 tenha sido o menos cheio do festival, o único que não teve os ingressos esgotados. Mas viver a experiência de um show do artista (principalmente pela primeira vez) supera qualquer expecativa. O cantor e compositor surgiu sem alarde, quando sua banda já estava no palco, tocando clavinete em “How Sweet She Is”, do também genial Marvin Gaye. Durante as quase duas horas de apresentação, o multiinstrumentista lembrou o público do porquê de tanta expectativa, ao cantar – com voz impecável, como se o tempo não tivesse passado para ele – um hit atrás do outro, das baladas às irresistivelmente dançantes: “Overjoyed”, “My Cherie Amour”, “Isn’t She Lovely”, “I Just Called to Say I Love You”… Ele ainda lembrou Bob Marley, com “Master Blaser”, e Michael Jackson, com “The Way You Make me Feel”, e jogou para a plateia ao chamar a filha Aisha, uma de suas backing vocals, para cantar “Garota de Ipanema”. Mas surpreendeu e mostrou que, quando disse amar a música brasileira, estava realmente falando a verdade, ao entoar o refrão de “Você Abusou”, de Antônio Carlos e Jocafi – música desconhecida de boa parte do público presente ali, que reunia diversas gerações. A apresentação pode ser definida pela expressão de Janelle Monae (que havia se apresentado mais cedo), convidada para dividir os vocais com Stevie Wonder em “Superstition”: com a expressão embasbacada, ela parecia não acreditar no que estava acontecendo. Nem nós, da platéia.
P.S. O título infame eu copiei do Leandro.

Tá chegando

Sobre o Rock in Rio

A despeito da maioria das atrações do Palco Mundo ontem não me interessar – eu tava lá a trabalho, então não era questão de gosto -, o que me incomodou muito ontem no Rock in Rio foram as filas. Fiquei mais de uma hora pra conseguir comprar um sanduíche (teve gente que ficou mais ainda). Filas quilométricas pra cerveja, pro banheiro. Muita desorganização nesse sentido. A questão da segurança continuou sendo um problema (embora, dessa vez, nenhum conhecido meu tenha sido vítima): 190 ocorrências de roubo ou furto (foram 120 na segunda). Isso fora quem não registrou. E, hoje, domingo, já havia casos.

Apesar disso, até que a gente se divertiu (a foto lá em cima não me deixa mentir). Quinta tem mais.

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