Uma noite com Julio Iglesias

Como será assistir a um show do eterno galã Julio Iglesias a convite do próprio, com direito a ida ao camarim? E como esta repórter poderia dispensar a gentileza do cantor de 68 anos, durante entrevista em que ele fez grandes revelações, publicadas aqui em O DIA D? Certa de que seria uma experência diferente, fui ao Vivo Rio na segunda-feira.

Tudo começou em agosto, quando o entrevistei por telefone. Entre galante e brincalhão, Julio me chamou para jantar depois de sua apresentação no Rio, que seria em outubro, o que foi reforçado por um telefonema de sua assessora na sequência. Na sexta-feira passada, vieram instruções para ter acesso ao backstage do cantor.

Acompanhada de minha tia, grande fã, assisti à apresentação. No palco, Julio mantém a atitude sexy: beija na boca a dançarina, a backing vocal. Dedica uma música a uma fã que vai lhe entregar flores. O cantor diz que ele “não é fácil”. As fãs reagem à altura, com gritos histéricos. Assim estava a plateia do Vivo Rio.

No final do show, nos dirigimos ao camarim. Entramos sem a menor dificuldade, enquanto tietes em uma fila gritavam pelo cantor. Achei que haveria outros jornalistas ali, que ele teria chamado vários, mas não. Depois de alguma espera, Julio finalmente surgiu, perguntando onde eu estava. “Disseram que a tia é que me quer”, já chegou logo dizendo.

Quando pedimos para que Julio tirasse fotos com a gente, a simpatia continuou e ele até deu um beijo em minha tia na hora do clique. O toque de excentricidade só pudemos perceber quando vimos as fotos: o excesso de gentileza da assessora, que insistiu em fazer o registro, era para garantir que Julio sairia naquele que ele acredita ser seu melhor ângulo. Caprichos de galã.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

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