Força no bigode

Há exatos 20 anos, em 24 de novembro de 1991, Freddie Mercury, vocalista do Queen, morria, aos 45 anos, um dia depois de declarar que estava com Aids. À frente de um dos grupos que mais venderam discos no mundo (mais de 300 milhões de cópias), o cantor será lembrado em CD com inéditas e filme, além de ser o símbolo de uma nova campanha contra a Aids.

O Queen anunciou para o ano que vem um longa sobre a banda, com Sacha Baron Cohen (o ‘Borat’) no papel de Freddie. Além disso, o guitarrista Brian May revelou que o grupo prepara um álbum com vocais de Mercury, incluindo dois duetos com Michael Jackson que nunca foram lançados: ‘State of Shock’ e ‘There Must Be More to Life Than This’.

Ídolo de artistas como Lady Gaga (o nome artístico da cantora vem da música ‘Radio Ga Ga’, do Queen) e Katy Perry, Freddie Mercury também ganha elogios dos brasileiros, que posaram com bigode igual ao do cantor para a campanha ‘Freddie For a Day’ (veja mais no boxe).

“Tanto nas música quanto nos clipes, ele e a banda deixaram um legado que é referência até hoje para o mundo do rock e para a cultura pop”, analisa o comediante e apresentador Danilo Gentili (do ‘CQC’ e do ‘Agora é Tarde’).

“Quando o Queen veio ao Rock in Rio, eu nem era nascida, mas depois conheci as músicas deles por uma professora de piano, que era fã”, lembra a cantora e pianista Maíra Freitas, filha de Martinho da Vila. “O Freddie Mercury é muito popular entre os músicos — aquele vozeirão, os arranjos e as vocalizações que ele fazia eram incríveis. Adoro ele”, diz.

“O Freddie foi um cara visionário, estava à frente do tempo. A postura artística dele sempre foi chocante. Eu gosto disso! O visual, com blazer e sem camisa, é um exemplo disso”, analisa o vocalista do grupo de pagode Sorriso Maroto, Bruno. “Ele foi, é e sempre será uma referência para muitas gerações e gêneros musicais”, defende.

“O disco ‘A Night the Opera’ (de 1975) marcou a minha vida. Tenho uma relação passional com esse disco, que ouvi exaustivamente na época”, conta Lenine. Erasmo Carlos resume o legado de Freddie Mercury: “A música dele virou um hino”.

Símbolo de campanha que combate a Aids

O bigode se tornou marca registrada do vocalista do Queen — tanto que foi por causa dele que o Freddie Mercury Prateado, do ‘Pânico na TV!’, ganhou o apelido — e serviu como símbolo para a campanha ‘Freddie For a Day’, que levanta fundos para combater a Aids.

Lançada dia 5 de setembro, quando o cantor faria 65 anos, no Brasil ela acontece em parceria com a Sociedade Viva Cazuza (que adicionou outro símbolo, a bandana, referência a Cazuza) e ganhou o apoio de diversos artistas, de Ivete Sangalo a Frejat. “Fico muito feliz em dar o meu apoio a esta campanha que leva os nomes de duas lendas do rock nacional e internacional, o Cazuza e o Freddie”, diz o cantor.

Freddie Mercury também é frequentemente lembrado de forma bem-humorada pela nova geração: a clássica pose do artista com o braço direito levantado para o alto, em ‘We Will Rock You’ se tornou meme na Internet, com o significado de ‘epic win’, ou seja, vitória.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

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