Gossip faz as pazes com o Brasil

Depois de cancelar duas vindas ao Brasil, o grupo americano Gossip fez as pazes com o país ontem, no festival Planeta Terra, em São Paulo, e promete repetir o feito hoje no Circo Voador, no Rio, onde se apresenta às 21h.
“Nossos fãs brasileiros estão entre os mais entusiasmados de todos, me sinto péssima por não termos conseguido vir antes”, conta a vocalista Beth Ditto, que forma o grupo ao lado de Nathan ‘Brace Paine’ Howdeshell (guitarrista, na banda desde 1998) e Hannah Blilie (baterista).  “Nosso show é uma experiência ao vivo. Um nunca é igual ao outro”, garante Nathan.
Feminista, lésbica assumida e gorda, Ditto veste o que quer, sem tentar esconder seu corpo, sem medo de ser feliz. Tanta atitude transformou a cantora em ícone fashion – ela tem sua própria linha de roupas, é queridinha de estilistas como Jean Paul Gaultier, para quem já desfilou, e recentemente assinou uma linha de maquiagem para a MAC, por exemplo.
“Moda e música sempre estiveram muito próximas, acho que a energia de criação é atraída por outra energia criativa. Muitos estilistas eram considerados esquisitos ou ‘bichinhas’ quando eram mais novos, e acho que a se identifica como ‘outsiders’”, acredita ela, que dá um conselho para mulheres que se sentem mal com o próprio corpo.
“Não desperdice seu tempo e energia e beleza se preocupando com o que outras pessoas pensam de você. O que você vê na TV e nas revistas é uma versão retocada, envernizada e descolada da realidade, ela sequer existe”, defende. “Existem muito mais coisas sobre você enquanto pessoa que são infinitamente mais importantes do que a sua aparência.”
Aos 31 anos, Beth planeja para o ano que vem o casamento com a namorada, Kristen Ogata. “Estou muito empolgada e isso é tudo o que vou te contar”, diz ela, que pretende ter filhos, mas não revela se adotará ou fará inseminação artificial. “A gente vai tomar essa decisão quando chegar a hora”.
Feliz no amor e também no trabalho, já que o Gossip lançou este ano o quinto CD, ‘A Joyful Noise’, e comemora 14 anos de carreira. “O segredo para durar tanto é a amizade”, diz Nathan. “Crescemos na mesma cidade no sul (dos Estados Unidos), existem coisas sobre a nossa infância que só o outro entende”, diz Ditto, que tem origem pobre. “A gente é mais família do que colegas de banda ou amigos. Às vezes nós discutimos, como todo mundo, mas amamos criar juntos”.

Vencedor da promoção Marcelo Jeneci canta Roberto Carlos + Exalta Rei!

O vencedor da promoção é o Roberto Peres, que levou um par de ingressos para o show. É só ir amanhã (sábado, 7 de julho), na entrada de convidados do Circo Voador, até meia-noite, com a carteira de identidade.

Mayer no Circo outra vez

Mayer postou essa foto no Twitter

Um ano depois daquele que o próprio considera o melhor show de sua carreira, Mayer Hawthorne voltou ao Circo Voador, ontem. Deve ser muita expectativa voltar ao lugar da apresentação que conquistou esse posto na carreira de um artista. E, embora não tenha conseguido repetir a mágica de um ano atrás, ele ainda fez um show muito bom: o repertório é ótimo (Mayer conhece muito de música e tem as melhores referências, onde busca inspiração pra seu trabalho) e ele arrasa como performer, é muito simpático e engraçado. A banda também é alto nível.

Já tão pipocando vídeos da apresentação, esse aqui tem qualidade muito boa. Detalhe para o figurino do Mayer – adooooro o estilinho. Ele podia ser um Vanilla Ice do neo-soul, mas não: ele é bem-humorado o suficiente pra dizer “sou judeu, sou nerd e faço música de preto mesmo assim”, e tirar proveito desse charme. Ponto pra ele!

Detalhe: Marcos Valle, de quem Mayer é fã (vide a entrevista que ele me deu) ficou assistindo ao lado ali do canto do palco.

Quinze anos sem Chico Science

Hoje, completam-se 15 anos da morte de Chico Science, aos 30 anos, por acidente de carro. O Xico Sá fez um texto lembrando o cantor, seu amigo e xará, e um dos criadores do movimento que revolucionou a música em Pernambuco e no Brasil.

Eu também tenho uma história sobre o Chico Science (embora muito menos interessante). Era 1997 e estava eu, no Empório, bar em Ipanema que costumava reunir um público do rock (lá o Los Hermanos fez alguns dos seus primeiros shows, por exemplo), com meu então namorado. Ele, que já naquela época tinha sacado a importância de Chico e a Nação Zumbi, num certo momento, voltou à mesa e me disse: “Fui entrar no banheiro e quem tava saindo era o Chico Science. Devia ter falado com ele!”

Eu, com o espírito quase blasée de quem é carioca e freqüenta a Zona Sul, desdenhei: “Ah, relaxa. Ele vive aqui no Rio. Outra hora vocês se esbarram.” Pouco tempo depois, Chico morreu, e eu sempre lembro dessa história.

***

Lembrei de outra história. Anos antes, em 1994 (eu ainda tava no colégio!), uma amiga chamou pra ir ao Circo Voador ver o festival Super Demo, que apresentava bandas novas. Naquela época eu já era mesmo doida pra conhecer os lugares do rock e não tinha muita companhia, então não foi difícil me convencer. O que mais me chamou atenção na noite foi o show do DeFalla, mas antes deles o público veria uma banda pernambucana: Chico Science & Nação Zumbi. A formação era diferente, eles tinham dois tamborzões que faziam um paredão sonoro no palco. Deve ter sido um dos primeiros shows do grupo no Rio. Detalhe é que eles foram apresentados pelo (gênio) Edu K, que disse: “Isso aqui é o futuro do rock brasileiro!”

Pequena mágica do dia

Chego no show do Ney no Circo atrasada e perco as primeiras músicas. Ok, já vi esse show outras vezes, menos mal, eu penso. Depois do bis, comento com a minha amiga Ana Phil: “Poxa, perdi ‘Poema dos olhos da amada’, que eu adoro”. Ney volta e diz: “Isso não faz parte do show, vamos fazer só hoje.” E toca mais três músicas. A primeira delas? “Poema dos olhos da amada”. Obrigada, universo, por essas pequenas mágicas.

Aqui a performance de Ney no DVD Beijo Bandido Ao Vivo, gravado no Teatro Municipal em 2010.

Mayer Hawthorne na mira do Queremos outra vez

Adivinhei quem o Queremos iria planejar trazer no verão de 2012: Mayer Hawthorne! Depois do show arrasador do ano passado, quando esteve no país abrindo shows de Amy Winehouse e Janelle Monae (mas no Rio só fez apresentação solo), ele pode voltar ao Circo Voador no dia 3 de fevereiro. As cotas estão disponíveis aqui. Ele chega com disco novo, fresquinho, fresquinho: o ótimo How Do You Do, lançado em outubro, o puro suco da maldade, como diz o Danilo. Delícia!

E o vencedor da promo Mombojó no Circo é

Vitor Machado!

Basta comparecer amanhã, no Circo Voador, a partir das 22h, com documento de identidade. Seu nome estará na lista de convidados. Bom show!

Mombojó e Maquinado sábado no Circo Voador: ganhe ingressos

O Mombojó se apresenta sábado, no Circo Voador, em noite que ainda tem o Maquinado, de Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. Quer assistir? Vou sortear um par de ingressos para o show. Para partcipar, basta fazer um comentário neste post, com nome, sobrenome e um email válido. O resultado sai amanhã, às 18h.

Sábado, dia 3/12
Circo Voador. Rua dos Arcos s/nº, Lapa (2533-0354). Show à meia-noite. R$ 60. Estudantes, idosos e quem levar 1kg de alimento, um livro, um gibi ou e-flyer pagam meia. 18 anos.

The Kills faz primeira apresentação no Rio

O guitarrista inglês Jamie Hince se casou em julho com a top model Kate Moss. Mas na vida dele já existia uma mulher há mais de dez anos: a cantora americana Alison Mosshart, com quem Jamie forma o The Kills, que se apresenta sexta-feira no Circo Voador.

É a segunda vez do grupo no Brasil (eles tocaram em São Paulo em 2005), mas a primeira em terras cariocas. “Estive no Rio por alguns dias no início do ano, amei completamente, foi uma festa”, diz Jamie, que veio acompanhar Kate em fevereiro, quando ela fotografou uma campanha na cidade.

É a única menção a qualquer coisa relacionada à modelo: antes da entrevista, feita por telefone, a produção manda um aviso de que o músico irá desligar caso haja perguntas relativas ao assunto.

Outro tema limitado é o guitarrista Jack White — Alisson é vocalista de um dos projetos dele, Dead Weather. Para que ela pudesse sair em turnê com o grupo, em 2009, eles tiveram que interromper a criação do álbum ‘Blood Pressures’, o quarto do Kills, lançado este ano. Jamie admite que ficou inseguro.

“Quando é só você e mais uma pessoa, qualquer coisa que a outra faça tem impacto, tudo é intensificado”, conta. “Eu e Alison tivemos outras bandas antes, mas eu gosto mais disso (de serem só os dois). Em termos de fazer música, de relação artística, é uma coisa tão valiosa não ter outras pessoas na hora de decidir”, acredita ele.

Talvez por isso o CD mais recente seja o que tem mais composições de Hince. E, apesar de essa ser a turnê de ‘Blood Pressures’, ele garante que não dá para prever como será a apresentação no Circo Voador. “O que eu mais gosto nos meus shows é correr perigo”, instiga o guitarrista.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.