A fantástica fábrica de sorvete

Quem entra na Vero Gelato Italiano, em Ipanema, logo vê uma televisão que mostra imagens da cozinha do local, onde o sorvete artesanal é preparado. Mas o melhor é que é possível acompanhar esse ‘Big Brother’ culinário de perto: a casa oferece aulas (R$ 160) que ensinam a fazer o sorvete do lugar (fresquíssimo, feito no dia), às terças e sextas-feiras, das 10h ao meio-dia. Fui conferir.

Tudo começa na feira: o italiano Andrea Panzacchi, um dos sócios, ajuda a escolher os ingredientes que serão usados na receita. “Dá para fazer de qualquer sabor. Uma aluna fez de pêra com gorgonzola”, contou. Escolhi uva e caju com gengibre, mistura aprovada.

Em seguida, a chef patissier Claudia Reggiani ensina o passo a passo. “O que congela no sorvete é a água. E o ‘inimigo’ da água é o açúcar, que não deixa congelar totalmente”, exemplifica. Uma máquina mede a quantidade de açúcar na fruta, para calcular quanto deve ser usado na receita. Além de sacarose (açúcar de cana), é necessário usar glucose (açúcar de milho), que dá a liga.
O caju foi descascado e a uva, triturada, passada pela peneira e misturada com água. Sempre com uma balança, adicionei o caju (que, de sabor mais marcante, foi usado em menor quantidade), o gengibre e o agar-agar, espessante à base de algas.

O último passo é a máquina que resfria e bate a massa, transformando-a no sorvete. Claudia explica como adaptar a receita para fazer em casa. Logo o sorvete está pronto e aprovado: os alunos levam um litro dele para casa e ainda provam os sabores da loja. A Vero fica na rua Visconde de Pirajá, 260, Ipanema (3497-8754).

(matéria publicada no jornal O Dia)

McDonald’s troca receita de hambúrguer após denúncia de chef

Após o chefe de cozinha e ativista Jamie Oliver descobrir – e divulgar em seu programa de TV – que a rede McDonald’s utiliza hidróxido de amônio para converter sobras de carne gordurosas em recheio para seus hambúrgueres nos Estados Unidos, a marca anunciou que mudará a receita, segundo informações do jornal Mail Online. “Estamos comendo um produto que deveria ser vendido como a carne mais barata para cachorros e, após esse processo, dão o produto para humanos”, disse Oliver. “Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?”, questiona.

O processo de conversão da carne é feito por uma empresa chamada Beef Products Inc (BPI), segundo o jornal. O veículo afirma ainda que esse processo nunca foi utilizado no Reino Unido, nem na Irlanda – que utilizam a carne de produtores locais. O McDonald’s negou que tenha sito forçado a trocar sua receita por causa da campanha de Oliver. O jornal diz ainda que outras duas redes de comida rápida, Burguer King e Taco Bell, já tinham sido pressionadas e removeram o hidróxido de amônio de suas receitas.

(matéria do Terra)

Isso me lembra o documentário que conta por que o McDonald’s quebrou na Bolívia. Melhor pra eles, pelo visto.

Perupatolinha no Aconchego Carioca: segunda edição

 

Perupatolinha com as batatas

Durante anos, eu tive uma obsessão: o perupatolinha. Pra quem nunca ouviu falar, o nome explica o que é o prato: um peru recheado com um pato recheado com uma galinha, com direito a recheios entre um e outro. Meu colega de O Dia Pedro Landim chegou a pesquisar, descobrimos que era um prato típico da Lousiania, nos Estados Unidos, e que o recorde de preparar um animal recheado por outros era da França, algo que ultrapassava dez bichos.

Pois bem: desde que ouvi falar, fiquei com essa cisma. E tentei convencer alguém a se aventurar a preparar o prato: o próprio Pedro Landim, meus amigos e cozinheiros Pedro Ivo e Pedro Perdigão: ninguém me levava a sério. Nesse meio tempo, achei na internet pessoas aqui no Brasil que haviam feito o prato e registrado em fotos e vídeo.
Até que um dia, em Búzios, em um evento gastronômico no ano passado, comentei sobre o assunto. A Kátia, dona e cozinheira do Aconchego Carioca (e gênia que criou o maravilhoso bolinho de feijoada da casa, um poema materializado em comida), se interessou pela história. E falou: “Vou fazer esse prato.”
Meses depois, no dia 22 de dezembro de 2010, a Kátia convidou alguns amigos ao Aconchego pra preparar o prato. Deu tão certo que ele desapareceu em segundos, e a Kátia instituiu a data como o Dia do Perupatolinha.

No prato, dá pra ver as três camadas de aves

Há algumas semanas, recebi um email avisando pra reservar o dia. Ao contrário do ano passado, não era minha folga e só pude ir depois do fechamento no jornal, mas haviam guardado um pratinho pra mim. Que delícia! Esse ano, a Kátia se superou no preparado da receita, que tinha uma farofinha incrível de farinha amarela com bacon e frutas secas no recheio e acompanhando. Também falaram muito bem das batatas assadas na gordura das aves, mas quando cheguei não tinha sobrado nenhuma pra contar história. Fica pro ano que vem…
A turminha animada e sortuda que participou do evento

Ainda posei na adega de cervejas do Aconchego

(as fotos são do Bruno Agostini, do Globo)

Por que o McDonald’s quebrou na Bolívia

O McDonald’s tem 480 restaurantes no Brasil, 192 na Argentina, 180 na Venezuela, 97 na Colômbia, 55 no Chile, 20 no Peru, 19 no Equador e Uruguai e 7 no Paraguai. Mas na Bolívia, as oito lojas que funcionavam em La Paz, Cochabamba e Santa Cruz tiveram que ser fechadas em 2002, depois de cinco anos.

Segundo o documentário ¿Por qué quebró McDonald’s?, Fernando Martinez, o motivo é a força da cultura alimentar do país. O site TreeHugger entrevistou o diretor.

Aqui o trailer do filme:

Saudade de Belém

Vendo o povo postar no Facebook e no Twitter lá do Se Rasgum, festival de música em Belém, me deu mais saudade ainda da cidade. Resolvi que amanhã (enquanto eu não dormir e acordar não é domingo ainda) vou passar no Arataca, loja de produtos do Norte em Copacabana, pra comprar jambu e outros ingredientes do Pará.

Logo que voltei do Conexão Vivo, trouxe uns molhos de de jambu pra fazer caipivodca (dica da Karla, minha ex-parceira neste blog). Misturei com uva e Absolut Berri Açaí. Deu muito certo, eu juro. E o mais legal é mastigar a folha pra dar o efeitinho treme-treme (a língua fica dormente). Não à toa o jambu tá em diversos pratos da culinária paraense. O povo lá sabe das coisas.

Meu pratinho-fetiche do Lamas

Uma vez, a Karla Prado, minha ex-dupla de blog, me mostrou um prato que ela criou no Lamas, restaurante tradicional aqui do Rio, refúgio dos famintos da madrugada. Não tava no cardápio, mas ela volta e meia pedia. A receita é simples: filé com fritas, cortado aperitivo, com molho de manteiga e salsa servido à parte. Eu me apaixonei. Vivo mostrando essa delícia pros amigos com quem vou lá – aliás, não consigo ir ao Lamas e não pedir. Nessas, acabei mostrando pro Pedro Landim, meu vizinho de blog no portal do O Dia. Ele aprovou e, numa visita ao Lamas com o Juarez Becosa, nosso amigo colunista da concorrência, contou a história do meu pratinho. Eles trocaram a batata frita por purê e a história foi parar no blog do Juarez. Adorei!

(a foto é de autoria do Juarez)

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