Criolo recebe Ney Matogrosso amanhã

Fã declarado de Ney Matogrosso, Criolo já encontrou o cantor algumas vezes: o rapper fez uma ponta no filme ‘Luz Nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha’, estrelado por Ney. Depois, nos bastidores do Carnaval de Recife, quando os dois participaram do tributo aos 40 anos de carreira de Alceu Valença. Mas amanhã, eles dividem o palco pela primeira vez, no show de Criolo no Vivo Rio.
“No filme, eu e uma árvore não tinha diferença”, brinca Criolo. “Mas o mundo girou e a gente está se reencontrando. Deixei ele bem à vontade, quero que ele se divirta. Só depois que rolar que eu vou parar e falar: ‘Realmente aconteceu!’”, diz.
Com 24 anos de carreira, o rapper de 37 anos viveu muitas emoções de 2011 para cá: cantar uma música sua ao lado de Caetano Veloso, ver Chico Buarque cantar sua versão para ‘Cálice’, receber elogios de João Bosco, ter Mano Brown na gravação de seu DVD com Emicida e se apresentar com o etíope Mulatu Astatke. “É difícil falar num único momento emblemático. Só agradeço e me emociono”, garante Criolo.
As conquistas incluem os mais de 1 milhão de downloads do CD ‘Nó na Orelha’ (lançado ano passado) e shows como o do Central Park, em Nova York, que reuniu 5 mil pessoas. Ele deixou o bairro do Grajaú, na periferia de São Paulo, e hoje vive num apartamento alugado de um amigo, no Centro. Criolo diz que a grana melhorou, mas não ganha tanto assim. “As pessoas que trabalham comigo sabem das minhas restrições, então restringe bastante o fluxo de dinheiro. E minhas músicas falam sobre assassinato, tráfico de drogas. Não são assuntos que vendam muito”, acredita.

 

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

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