Com música em novela, Lia Sophia comemora

Tema de Valéria (Andréia Horta) em ‘Amor Eterno Amor’, novela das seis da Globo, a música ‘Ai Menina’ chamou a atenção para a cantora, compositora e instrumentista Lia Sophia. Um dos nomes de destaque na atual cena musical do Pará, aos 34 anos a cantora colhe os frutos do bom momento que vive o estado e prepara novo álbum, com lançamento previsto para este ano.

“A novela dá uma visibilidade enorme, a gente não tem noção. Comecei a receber mensagens de todo o Brasil, convites para shows”, comemora Lia. “O interesse pelo Pará está sendo incrível. Tudo o que o artista deseja é mostrar seu trabalho para o maior número de pessoas. E agora esse perfume do Pará que a gente quer trazer vem tendo espaço, atraindo interesse”, conta.

Em breve, ela aparece no ‘Som Brasil’ especial do soul brasileiro cantando ‘Noite do Prazer’ ao lado de Claudio Zolli. E também foi convidada por Gaby Amarantos para comporem juntas algumas músicas para as Empreguetes, grupo fictício da novela das sete, ‘Cheias de Charme’. “Enviamos três músicas (que ainda não foram ao ar). A nossa levada foi o tecnobrega”, explica.

Mas, antes de chegar a esse momento promissor, Lia Sophia teve um começo de carreira inusitado: seu primeiro trabalho como cantora foi num prostíbulo. “Só descobri isso quando cheguei lá, mas as gorjetas eram tão boas que fui ficando, achando que ficaria rica”, diverte-se ela. “O acordo era que a dona do lugar não deixasse que os clientes me confundissem com uma garota de programa e tudo ia ficar bem”, diz.

A cantora lembra que os clientes pediam para ela as músicas mais diversas. “Hino de clube de futebol, samba-enredo, sertanejo… e eu cantava”, enumera. No entanto, como as gorjetas eram altas, o olho da dona da casa cresceu. “Ela queria me taxar em 20%. Depois, não queria nem mais pagar o cachê de R$ 50, e acabei saindo de lá”, lembra.

Atualmente, Lia — que nasceu na Guiana Francesa, se mudou aos 3 anos para o Amapá e há 15 vive em Belém — prepara seu quarto disco, que deve levar seu nome e tem produção de Carlos Eduardo Miranda (que assina a direção musical do ‘Treme’ de Gaby Amarantos). “Tenho três trabalhos anteriores (‘Livre’, de 2005; ‘Castelo de Luz’, de 2009, e ‘Amor Amor’, de 2011), mas só foram divulgados regionalmente. Vai ser o primeiro disco com lançamento nacional”, diz. “Vou gravar um monte de gente do Pará, acabo ganhando eu e outros artistas”, adianta.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

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