Sistema de cotas chega ao mundo da moda

Desde que foi passar um ano fora do Brasil — ela andou por Europa, China, Vietnã, Camboja e Tailândia —, a estilista Layana Thomaz fez parcerias, mas ainda não tinha um projeto para chamar de seu. Pois agora ela aposta na Aloja, espécie de loja itinerante que ela pretende levar para cinco capitais. A ideia é viabilizar o projeto através de crowdfunding, sistema de cotas compradas pelo público, que ganha uma contrapartida para ajudar a patrocinar o trabalho.

“Esse sistema é muito usado para lançar CDs, filmes. Mas, no Brasil, o primeiro projeto de moda é o meu”, explica Layana. “Que, aliás, não é só de moda, mas de cultura e entretenimento. Em cada cidade (Brasília, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo), vou chamar DJs, bandas, um artista plástico para fazer a ambientação. Durante os 20 dias que a loja vai ficar em cada lugar, vão rolar várias atrações”, explica.

Layana vai criar minicoleções para cada cidade. “São o que eu chamo de coleções-cápsula, com peças exclusivas. Uns meses antes da abertura da loja, vou para a cidade, dou uma pesquisada no que as pessoas gostam de vestir e, obviamente, adapto para o meu estilo. Cada Aloja vai ser completamente diferente da outra”, diz.

Para realizar o projeto, que compara a uma turnê de uma banda de rock, ela precisa completar as cotas até 19 abril, pelo site Sibite. Quem investe — ou seja, compra uma cota — pode receber desde uma camiseta, um croqui assinado por Layana e um convite para a inauguração da loja em uma das cidades a um vestido em seda com desenho feito pela estilista exclusivamente a gosto do comprador.

Ou, ainda, peças do Projeto Grael, parceria dela com o trabalho social dos irmãos iatistas. “O crowdfunding é moderno e torna os artistas autossuficientes. Espero conseguir realizar e incluir mais cidades na minha turnê”, brinca Layana.

(matéria publicada no jornal O Dia)

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