Liv Tyler cantando INXS

Ficou lindo o clipe da atriz cantando “Need you tonight” pra uma campanha da Givenchy.

A fantástica fábrica de sorvete

Quem entra na Vero Gelato Italiano, em Ipanema, logo vê uma televisão que mostra imagens da cozinha do local, onde o sorvete artesanal é preparado. Mas o melhor é que é possível acompanhar esse ‘Big Brother’ culinário de perto: a casa oferece aulas (R$ 160) que ensinam a fazer o sorvete do lugar (fresquíssimo, feito no dia), às terças e sextas-feiras, das 10h ao meio-dia. Fui conferir.

Tudo começa na feira: o italiano Andrea Panzacchi, um dos sócios, ajuda a escolher os ingredientes que serão usados na receita. “Dá para fazer de qualquer sabor. Uma aluna fez de pêra com gorgonzola”, contou. Escolhi uva e caju com gengibre, mistura aprovada.

Em seguida, a chef patissier Claudia Reggiani ensina o passo a passo. “O que congela no sorvete é a água. E o ‘inimigo’ da água é o açúcar, que não deixa congelar totalmente”, exemplifica. Uma máquina mede a quantidade de açúcar na fruta, para calcular quanto deve ser usado na receita. Além de sacarose (açúcar de cana), é necessário usar glucose (açúcar de milho), que dá a liga.
O caju foi descascado e a uva, triturada, passada pela peneira e misturada com água. Sempre com uma balança, adicionei o caju (que, de sabor mais marcante, foi usado em menor quantidade), o gengibre e o agar-agar, espessante à base de algas.

O último passo é a máquina que resfria e bate a massa, transformando-a no sorvete. Claudia explica como adaptar a receita para fazer em casa. Logo o sorvete está pronto e aprovado: os alunos levam um litro dele para casa e ainda provam os sabores da loja. A Vero fica na rua Visconde de Pirajá, 260, Ipanema (3497-8754).

(matéria publicada no jornal O Dia)

O rock alternativo nos anos 90

Numa era pré-explosão da Internet, as bandas de rock alternativo do Rio se viravam como podiam para se manter e se divulgar nos anos 90. Ele mesmo integrante de um grupo daquela época, o jornalista e músico Leonardo Panço lança ‘Esporro’ (ed. Tamborete/Sub Folk/Jovens Escribas, 256 págs., R$ 30).

“Queria contar a história do underground que eu vivi mais intensamente, o começo dos anos 90 no Rio de Janeiro. Quando eu era bem jovem, com vários sonhos como guitarrista do Soutien Xiita. Aí, acabei sentando e escrevendo um monte de histórias. Depois, entrevistei muita gente das bandas”, explica Panço, que depois integrou o Jason.

Nomes como Marcelo D2, Zumbi do Mato, Poindexter, Beach Lizards, Soutien Xiita, MCs HCs, Piu Piu e Anarchy Solid Sound fazem parte dessa história e estão no livro, além de filipetas, fotos, cartazes, capas das fitas demo e CDs.

Panço escreveu quase tudo entre 1997 e 1998, mas o livro — com diagramação e capa de Flavio Flock, que nos anos 90 era baixista do Poindexter — sempre ficava para depois. Ele acabou lançando dois outros antes: ‘Jason 2001: Uma Odisseia na Europa’ e ‘Caras Dessa Idade Já Não Leem Manuais’.

É claro que ele lembra a época com saudade. “Eu gostava da minha própria energia de acreditar que tudo era possível. A inocência te move”, analisa o autor. “E, em relação ao rock, eu acho que era mais misturadão”, compara.

O livro pode ser encontrado em lojas como a Cucaracha, em Ipanema, ou no site www.mmrecords.com.br

(matéria publicada no jornal O Dia)

 

Sistema de cotas chega ao mundo da moda

Desde que foi passar um ano fora do Brasil — ela andou por Europa, China, Vietnã, Camboja e Tailândia —, a estilista Layana Thomaz fez parcerias, mas ainda não tinha um projeto para chamar de seu. Pois agora ela aposta na Aloja, espécie de loja itinerante que ela pretende levar para cinco capitais. A ideia é viabilizar o projeto através de crowdfunding, sistema de cotas compradas pelo público, que ganha uma contrapartida para ajudar a patrocinar o trabalho.

“Esse sistema é muito usado para lançar CDs, filmes. Mas, no Brasil, o primeiro projeto de moda é o meu”, explica Layana. “Que, aliás, não é só de moda, mas de cultura e entretenimento. Em cada cidade (Brasília, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo), vou chamar DJs, bandas, um artista plástico para fazer a ambientação. Durante os 20 dias que a loja vai ficar em cada lugar, vão rolar várias atrações”, explica.

Layana vai criar minicoleções para cada cidade. “São o que eu chamo de coleções-cápsula, com peças exclusivas. Uns meses antes da abertura da loja, vou para a cidade, dou uma pesquisada no que as pessoas gostam de vestir e, obviamente, adapto para o meu estilo. Cada Aloja vai ser completamente diferente da outra”, diz.

Para realizar o projeto, que compara a uma turnê de uma banda de rock, ela precisa completar as cotas até 19 abril, pelo site Sibite. Quem investe — ou seja, compra uma cota — pode receber desde uma camiseta, um croqui assinado por Layana e um convite para a inauguração da loja em uma das cidades a um vestido em seda com desenho feito pela estilista exclusivamente a gosto do comprador.

Ou, ainda, peças do Projeto Grael, parceria dela com o trabalho social dos irmãos iatistas. “O crowdfunding é moderno e torna os artistas autossuficientes. Espero conseguir realizar e incluir mais cidades na minha turnê”, brinca Layana.

(matéria publicada no jornal O Dia)

50 anos de Mafalda

Estão rolando comentários de que a Mafalda completa hoje 50 anos.  Segundo o próprio autor, o argentino Quino, só em 2014. Mas olha que fofa a homenagem do conterrâneo dele, Liniers (que eu amo).

Yuna, ‘Come as You Are’

Versão fofa e delicada da música do Nirvana, feita pela cantora malásia Yuna.

Yuna e Pharrel Williams no estúdio (foto postada por ela no Twitter)

Ela estreia em disco ainda este ano, em CD produzido por ninguém menos que Pharrel Williams, do Neptunes.  Ela já lançou um EP na Malásia em 2008, Yuna,  e outro este ano nos Estdos Unidos, Decorate, que contém o single “Live Your Life”.

Madrid: Adriano Cintra + Marina Vello

Foram disponibilizadas hoje três faixas do Madrid, novo projeto de Adriano Cintra (ex-CSS) e Marina Gasolina (ex-Bonde do Rolê). Surpreendente, bem diferente das duas bandas (e de outros projetos do Adriano).

Procrastinação

O americano Lev Yilmaz resume, nesse vídeo da genial série Tales of Mere Existence (sou viciada):

‘Ai, se eu te pego’ rockabilly

Sabe aquela banda The Baseballs, que faz versões rockabilly de sucessos pop? Agora foi a vez de “Ai, se eu te pego” – em português mesmo.

(dica da Lia)

Morrissey alfineta príncipe Harry e arrebata público na Lapa

“Como vocês devem saber, o Príncipe Harry está no Rio de Janeiro. Ele está aqui para pegar o dinheiro de vocês. Por favor, não deem a ele”, disse o cantor inglês Morrissey em seu show, na madrugada de sexta-feira para sábado, na Fundição Progresso.

Esse não foi o único comentário provocativo do cantor. “Hoje eu decidi dar uma volta no Rio de Janeiro. Eu tenho que dizer: todo mundo aqui é lindo. Cada um dos três sexos”, mandou.

Aos 52 anos, Morrissey mostrou que continua o mesmo que encantou gerações à frente de sua lendária banda, The Smiths, que durou apenas cinco anos mas deixou um grande legado no rock. Depois de 11 anos de sua apresentação anterior no Rio, ele cantou para cerca de 5 mil pessoas (com ingressos esgotados) que deixaram levar pela bela voz, cheia de personalidade, e letras que cantam sobretudo o amor, em geral de forma triste.

O show já começou com um sucesso, ‘First of the Gang to Die’. ‘Still Ill’, a primeira dos Smiths na noite, foi também a primeira a ser acompanhada com palmas. Na sequência, a melancólica ‘Everyday is Like Sunday’, hino indie, fez o público gritar o nome de Morrissey no final.

Em ‘Meat is Murder’, fez uma pausa nas histórias de amor para mostrar seu lado militante: a música, que defende o vegetarianismo, foi acompanhada por cenas de maus-tratos a animais no telão.

Moz não vai atrás tendências e segue fiel a seu estilo (assumidamente imitado por Renato Russo): ele é dramático, intenso, se sente a pior das criaturas, quer matar, morrer. Usa figurino adoravelmente cafona, com camisas com botões demais abertos. Em ‘Let Me Kiss You’, arranca a camisa (ele usou quatro durante o show) e joga para o público, que vibra.

Já sua banda chama atenção pelo figurino inusitado: o guitarrista Boz Boorer tocou vestido de drag queen, enquanto o guitarrista Jesse Tobias, o tecladista Gustavo Manzur e o baterista Matt Walker, se apresentaram usando apenas sunga.

Outro ponto alto da apresentação foi ‘There is a Light that Never Goes Out’, um dos maiores sucessos dos Smiths, cantada em uníssono pela plateia. Depois de 1h20 de um show ininterrupto, encerrado com outro hit, ‘How Soon is Now?’, Morrissey voltou para a única música no bis: ‘One Day Goodbye Will Be Farewell’. Ainda inebriado pela viagem no tempo que acabou de viver, ao público só restou ovacionar o cantor.

Aqui, o momento em que Moz arranca a camisa:

Matéria publicada em O Dia Online.

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