Pernambucano China é atração do Indie Festival hoje

Conhecido no circuito alternativo, o cantor e compositor pernambucano China viu seu público aumentar consideravelmente ao se tornar VJ da MTV: ele apresenta o programa ‘Na Brasa’, só com música nacional, desde abril. O cantor é atração do festival Indie Rock, hoje, no Studio RJ, ao lado do Bajofondo Remixed (versão compacta do Bajofondo Tango Club, com argentinos e uruguaios). Amanhã, é a vez do também pernambucano Otto e do grupo colombiano Bomba Estéreo.
“Tinha uma galerinha que me conhecia, mas era uma coisa restrita. Com a MTV isso ampliou de uma forma absurda. O povo me vê na TV e vai atrás de mim na Internet, vai nos shows”, conta China. E o assédio das mulheres, é maior? “Aumentou todo tipo de assédio. Inclusive no Rio, semana passada, um policial me parou para dizer que o programa era legal. Levei um suto, na última vez que me pararam foi para outra coisa”, diverte-se.
O cantor este ano disponibilizou de graça para download o disco ‘Moto Contínuo’, que foi baixado 13 mil vezes, marca expressiva para um artista independente. Agora, ele lança o álbum em CD, com tiragem de duas mil cópias, e vinil, com 250 cópias. Detalhe: o trabalho foi inteiramente bancado pelo artista.
“No ‘Simulacro’ (de2007), eu ja tinha ganho incentivo público. Queria fazer outro disco mostrando que realmente consegui. É superválido o governo dar esse tipo de suporte, mas não dá para todo ano ter disco incentivado. Tem que deixar que outros peguem também”, defende. “Você não ganha mais dinheiro com disco, mas é importante para a divulgação”, afirma.
O primeiro clipe do disco, ‘Só Serve Pra Dançar’, foi feito em colaboração com fãs do artista, através da Internet. “Eu estava em casa vendo YouTube, adoro fazer isso. Vi um vido com garotas de 15 anos dançando Justin Bieber. Resolvi fazer um só com meninas dançando”, lembra. “Coloquei no Twitter e recebi 50 vídeos, de várias idades e lugares do Brasil, o que não imaginava. Ao mesmo, ganhei 50 divulgadoras”, diz.
Além de seu trabalho solo, China criou um selo, Joinha Records, com Chiquinho e Homero Basílio, do Mombojó. Eles já lançaram os discos de Junior Black, Catharina Deejah e Tibério Azul (vocalista do Seu Chico, que faz versões para músicas de Chico Buarque). “A cena de Recife está muito legal, se renova toda hora. E todo mundo quer ser original, ninguem quer copiar ninguém”, explica.

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