Apaixonada pelo Brasil, Stacey Kent lança primeiro CD ao vivo

Ela vive dizendo que “depois do marido dela, o homem mais importante em sua vida é João Gilberto”. É que a cantora americana Stacey Kent é apaixonada pela bossa nova. “Aos 14 anos, ouvi pela primeira vez o disco dele com (saxofonista americano) Stan Getz (o álbum ‘Getz/Gilberto’). Foi um momento transformador na minha vida. Aquela voz, o violão… desde então, eu queria estar bem dentro da cultura brasileira”, lembra Stacey.

A cantora lança seu primeiro disco ao vivo, ‘Dreamer in Concert’, gravado no La Cigale, em Paris (a artista é muito querida na França e já fez um álbum inteiro no idioma de lá, ‘Raconte-Moi’), que inclui três versões de músicas brasileiras: ‘Waters of March’ e ‘Dreamer’, de Tom Jobim, e ‘Samba Saravah’, de Vinicius de Moraes. “Nunca pensei em fazer um disco ao vivo, mas os fãs pediram e decidi gravar”, diz.

Por falar nisso, ela conta com admiradores fiéis por aqui. “Os fãs brasileiros viajam para nos ver, porque nem sempre visitamos as mesmas  cidades. Eles falam muito comigo no Facebook”, afirma Stacey. Não à toa, só ao Rio ela já veio quatro vezes, a última delas para participar das comemorações dos 80 anos do Cristo Redentor, ao lado de Marcos Valle, com quem cantou ‘So Nice/Samba de Verão’. “Foi um encontro muito bom, delicioso. Eu não podia acreditar”, lembra ela.

E a paixão de Stacey se estende à cultura brasileira em geral: ela fala português fluente, tem diversas músicas daqui em seu repertório e conhece até mesmo clássicos da nossa literatura. “Um homem muito importante também é Chico Buarque”, frisa Stacey, mostrando que já anda entendendo muito bem os costumes das mulheres brasileiras.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Um trecho da faixa “Dreamer”:

Lisandro Aristimuño, Kevin Johansen e Bajofondo de graça e logo ali

Eu sou muito, mas muito fã do argentino Lisandro Aristimuño. Infelizmente, ele não é muito conhecido no Brasil ainda. Apesar disso há alguns meses, fez show em no CCBB de São Paulo. Mas ele se apresenta quinta no Teatro Municipal de Niterói. E de graça!

Não sei ainda como fazer pra ir, já que quinta saio muito tarde do jornal, mas vou fazer o impossível pra ir. E me ouçam: é imperdível!

O show faz parte do ‘Encontro com a América do Sul’, evento que comemora o aniversário de Niterói – que ainda vai ter o também argentino Kevin Johansen, amanhã, de graça, no mesmo lugar e horário, com direito ao cartunista portenho Liniers desenhando simultaneamente durante o show. Pra fechar, sábado tem o grupo uruguaio-argentin0 Bajofondo, na Praia de Icaraí, às 19h30.

Aqui uma das melhores músicas do Aristimuño:

Por que o McDonald’s quebrou na Bolívia

O McDonald’s tem 480 restaurantes no Brasil, 192 na Argentina, 180 na Venezuela, 97 na Colômbia, 55 no Chile, 20 no Peru, 19 no Equador e Uruguai e 7 no Paraguai. Mas na Bolívia, as oito lojas que funcionavam em La Paz, Cochabamba e Santa Cruz tiveram que ser fechadas em 2002, depois de cinco anos.

Segundo o documentário ¿Por qué quebró McDonald’s?, Fernando Martinez, o motivo é a força da cultura alimentar do país. O site TreeHugger entrevistou o diretor.

Aqui o trailer do filme:

Saudade de Belém

Vendo o povo postar no Facebook e no Twitter lá do Se Rasgum, festival de música em Belém, me deu mais saudade ainda da cidade. Resolvi que amanhã (enquanto eu não dormir e acordar não é domingo ainda) vou passar no Arataca, loja de produtos do Norte em Copacabana, pra comprar jambu e outros ingredientes do Pará.

Logo que voltei do Conexão Vivo, trouxe uns molhos de de jambu pra fazer caipivodca (dica da Karla, minha ex-parceira neste blog). Misturei com uva e Absolut Berri Açaí. Deu muito certo, eu juro. E o mais legal é mastigar a folha pra dar o efeitinho treme-treme (a língua fica dormente). Não à toa o jambu tá em diversos pratos da culinária paraense. O povo lá sabe das coisas.

Elliott Smith madrugada adentro

A outra campeã do repeat de sábado foi essa aqui. Que acabou me fazendo escutar esse disco do Elliott Smith, XO, madrugada adentro.

Como eu disse pro Danilo, Elliott Smith é facada no peito. As músicas são tão lindamente tristes que parece até que ele sabia que teria um fim assim tão trágico (se foi escolha dele mesmo, pelo visto nunca saberemos).

E só ele pra cantar um verso como “what a fucking joke” sem um pingo de raiva, mas com a dolorosa tranqüilidade de quem aceita seu destino com resignação.

Update: Achei uma versão alternativa, com ele ao piano e letra diferente (ia dizer que essa é menos punk, mas não sei; as duas são igualmente lindas).

Julieta Venegas na playlist de sábado

Enquanto não escrevo sobre o SWU (mea culpa), posto aqui uma das músicas que fiquei ouvindo no repeat no plantão ontem. Adoro a Julieta Venegas. Tive o prazer de entrevistá-la por telefone em agosto, quando ela se apresentou no Brasil, e ela foi muito fofa (o link tá fora do ar por enquanto, porque o site do Dia mudou de servidor e ainda estão transferindo os arquivos).

Os punks também amam (os filhos)

Fiquei louca pra ver The Other F* Word, documentário de Andrea Blaugrund Nevin que mostra artistas punks que se tornaram pais. Nomes como Flea (Red Hot Chili Peppers) e Fat Mike (do NoFX) contam como formar uma família mudou suas vidas. Deve ser no mínimo curioso ver como pessoas que sempre falaram contra a autoridade fazem pra educar seus filhos.

SWU e uma pessoa distraída

Eu sou uma das pessoas mais distraídas do mundo e, por isso, minha idéia de postar loucamente sobre o SWU foi por água abaixo: levei o computador pra São Paulo, mas esqueci o carregador no Rio. Conclusão: só agora, na volta, vou poder escrever.

Por enquanto, quem quiser pode ler as versões online das matérias que eu fiz sobre o segundo e o terceiro dia do festival pro jornal O Dia (o primeiro dia, só pra quem comprou a versão em papel).

Na foto, eu, Danilo e Malg pouco antes do show do Faith No More, que encerrou o SWU.

Encharcados e sorrindo: muito amor ao rock!

E teve boatos

…que  Stewart Copeland, do Police, tá no SWU e vai dar uma canja no show do Primus. Se isso é tá na pior, pórram, Primus!

Update: a participação não rolou. Não consegui confirmar se Copeland esteve mesmo no festival, como tinha dito que faria. Quem esteve por lá só pra assistir aos shows foi o baterista do System of a Down, John Dolmayan. Vi a figura de pertinho no backstage do Hole, conversando com o baixista e tentando se entender com o guitarrista, que tava doidaço.

Adriano Cintra deixa o CSS

Produtor e principal compositor do CSS (ex-Cansei de Ser Sexy), Adriano Cintra (meu ídolo desde os tempos em que era guitarrista do Thee Butchers’ Orchestra) anunciou que não está mais na banda.

O comunicado foi feito através de um post em inglês no Facebook: “Instruído por meus advogados, estou anunciando que não faço mais parte da banda CSS. Também torno público o fato de que eu não dei às demais integrantes do grupo autorização para usar minhas bases nos próximos shows, já que não chegamos a um acordo a respeito disso”, escreveu.

O grupo lançou recentemente o CD La Liberación e atualmente está em turnê no exterior. Adriano era o baterista do CSS, mas mudou para o baixo em 2008, no lugar de Ira Trevisan.

O clipe mais recente da banda, já sem o Adriano:

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