O CD mais família de Lenine

Bruno Giorgi, Lenine e JR Tostoi, produtores e músicos do CD

Logo na capa, o novo CD de Lenine, ‘Chão’, traz uma foto de seu neto Tom em cima de sua barriga, feita por sua mulher, Anna. A faixa ‘Se Não For Amor Eu Cegue’ traz as batidas do coração de seu filho Bruno Giorgi, músico e produtor do disco ao lado de Lenine e JR Tostoi. A família do artista e elementos de seu cotidiano estão muito presentes nesse trabalho.

“Não por acaso um dos significados de ‘chão’ é ‘o que me sustenta’, ‘o que me dá sanidade e coerência’. Pode parecer muito piegas, mas isso para mim é a família”, diz Lenine. “Esse é o meu disco mais íntimo”, admite ele.

Além das batidas de coração de Bruno, o CD traz o som de passos no orquidário de Lenine, máquina de lavar, chaleira apitando, cigarras, máquina de escrever e um pássaro cantando.

A ideia de usar sons de seu dia a dia veio do canário belga de sua sogra. “Ele apareceu por acaso, ‘solando’ na primeira leva da gravação. Quando fomos ouvir, era tão lindo que resolvemos deixar”, lembra Lenine. “Eu já tinha usado elementos orgânicos em outros trabalhos, mas a diferença é que em ‘Chão’ nenhum deles foi editado”.

A capa do disco 'Chão' traz Tom, neto de Lenine, sobre sua barriga

Foi Bruno quem teve a ideia de incorporar o canto do pássaro à música, entre outras coisas, e Lenine é só elogios ao filho de 22 anos. “O disco é muito dele. Descobrimos uma afinidade grande. Acho muito bacana isso dos meus filhos terem seguido caminhos na música, e todos com excelência”, baba, referindo-se a Bruno e João, vocalista do Casuarina.

Lenine garante que o trabalho, que flerta com a música concreta (feita a partir da edição de sons naturais) não é difícil ou pouco acessível. “Popular é o que toca as pessoas. Para mim, não tem distinção entre o que é refinado e o que é popular. É música e ponto”, diz.

Apesar de ‘Chão’ ser seu décimo álbum, ele garante que sente um frio na barriga. “Continuo com essa sensação juvenil. Parece a primeira vez”, diz. Para os shows da turnê — que trarão apenas Lenine, Bruno e JR Tostoi no palco —, ele pretende espalhar caixas de som pelas casas de show, cada uma com um som diferente. “O som dos passos ficarão rodeando as pessoas. Vai ser uma experiência sensorial”, prevê.

(Matéria publicada hoje no jornal O Dia)

O novo da Gal

Ontem ouvi, num link para a imprensa, o novo disco de Gal Costa.  Produzido por Caetano e Moreno Veloso, Recanto, como era de se esperar, é a cara do Caetano. Com pitadas eletrônicas, letras provocativas e cheias de informalidade – tem até um funk carioca. A capa, simples e bonita, é essa acima.

Um trecho da faixa “Neguinho” já está disponível:

Clipe de Jorge Ben para o ‘Fantástico’

Fuçando o YouTube, descobri essa versão de “Zumbi”, em clipe pro Fantástico. É de 1977, ano em que eu nasci, e antes do Jorge Ben adotar o Jor depois do sobrenome.

Nova do Pedro Verissimo

“Você sempre volta”, linda:

Aliás, ele tá bombando depois de ter cantado no Programa do Jô em entrevista que reuniu ele, o pai – o escritor Luís Fernando Verissimo -, e o humorista Fernando Caruso, que vive Ed Mort, personagem de Luís Fernando, em série que estreia no Multishow.

Documentário sobre Woody Allen

Tô louca pra ver.

O diretor Robert Weide acompanhou Woody Allen por um ano e meio para realizar o documentário, que traz entrevistas com gente como Diane Keaton, Larry David, Penelope Cruz, Scarlett Johansson, Sean Penn e Antonio Banderas, entre outros.

Mulher de Branco ganha documentário que tenta desvendar os mistérios da andarilha



Mesmo antes que Anamaria de Carvalho, conhecida como A Mulher de Branco de Ipanema, se sente à mesa do bar, o produtor de cinema Álvaro Saad Peixoto pede uma sobremesa para ela: brownie de chocolate com “sorvete e bastante calda”. O diretor Chico Canindé chega em seguida com ela e se apressa em pedir o prato, até saber que ele já estava a caminho. Ele e Álvaro já conhecem os hábitos e gostos de Ana — que incluem fumar vários cigarros por dia e tomar Fanta uva — graças à convivência por dois anos e meio com ela, tempo que levou para a dupla realizar o documentário ‘Anamaria — A Mulher de Branco de Ipanema’.

De tanto ser vista andando pelo bairro, Anamaria se tornou um símbolo dele. “Eu a conheço de vista há muito tempo. Em 1994, estava no calçadão quando ela apareceu, toda de branco, olhou para mim e me deu uma flor. Fiquei abalado”, lembra Chico. “Em 2009, resolvi fazer o filme. Sabia que ela ficava em frente ao Rex (bar na rua Vinicius de Moraes), liguei para lá e pedi para falar com ela, me apresentei como jornalista e ela começou falando inglês”, conta.

Filha do radialista Luiz de Carvalho, Anamaria foi casada com o cantor Marcos Valle de 1965 a 1969, época em que viveu fora do País, foi cantora (‘Samba de Verão’, grande sucesso de Marcos, tem vocais dela, que também cantou com Sérgio Mendes) e trabalhou como modelo.

Depois, Anamaria voltou para o Rio e tornou-se uma andarilha, chamando a atenção pelo visual exótico. Os motivos que a levaram a viver em um mundo paralelo seguem sendo um mistério. “Há quem diga que ela ficou assim pelo uso de drogas, ou por dor de amor. Não quis entrar nesse mérito porque perderia o encanto”, diz Chico. Aos 64 anos, ela vive em um apartamento no bairro, onde tem uma acompanhante, e tinge os fios no Werner.

Atualmente se vestindo de azul, ela brinca com sua atração pela cor branca. “Tenho uma amiga que diz: ‘O único dia em que você está comum é no Réveillon, porque todo mundo está de branco’”, diz Anamaria, justificando por que não anda frequentando a praia. “São ordens celestiais. Eu só obedeço. Tenho postura suíça: não sou contra nem a favor”, diz, emendando com uma gargalhada.

Anamaria antes de perambular por Ipanema

‘Ela adotou uma maneira de viver poética’, diz Lobão

Produzido de forma independente, o documentário ‘Anamaria — A Mulher de Branco de Ipanema’ vem sendo apresentado em sessões especiais. No filme, o diretor entrevista pessoas que convivem ou conviveram com Anamaria, como o cantor Lobão e a atriz Guilhermina Guinle.

O filme traz na trilha três faixas gravadas por Anamaria em Buenos Aires, em 1974: ‘Rebuliço’, ‘Suco de Tomate Frio’ e ‘Movimento do Ar’, além da música-tema ‘Mulher de Branco’, de Pedro Lenz, gravada por Nana Carneiro.

No filme, Lobão tenta definir a trajetória de Anamaria: “Ela é uma pessoa que adotou uma maneira de viver poética”. A preferência pela cor branca também é justificada pela protagonista do documentário. “É por ser uma cor com uma energia boa e que fotografa bem”, comenta Anamaria, que aparece dançando, livre, leve e solta, na Praia de Ipanema.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia).

Força no bigode

Há exatos 20 anos, em 24 de novembro de 1991, Freddie Mercury, vocalista do Queen, morria, aos 45 anos, um dia depois de declarar que estava com Aids. À frente de um dos grupos que mais venderam discos no mundo (mais de 300 milhões de cópias), o cantor será lembrado em CD com inéditas e filme, além de ser o símbolo de uma nova campanha contra a Aids.

O Queen anunciou para o ano que vem um longa sobre a banda, com Sacha Baron Cohen (o ‘Borat’) no papel de Freddie. Além disso, o guitarrista Brian May revelou que o grupo prepara um álbum com vocais de Mercury, incluindo dois duetos com Michael Jackson que nunca foram lançados: ‘State of Shock’ e ‘There Must Be More to Life Than This’.

Ídolo de artistas como Lady Gaga (o nome artístico da cantora vem da música ‘Radio Ga Ga’, do Queen) e Katy Perry, Freddie Mercury também ganha elogios dos brasileiros, que posaram com bigode igual ao do cantor para a campanha ‘Freddie For a Day’ (veja mais no boxe).

“Tanto nas música quanto nos clipes, ele e a banda deixaram um legado que é referência até hoje para o mundo do rock e para a cultura pop”, analisa o comediante e apresentador Danilo Gentili (do ‘CQC’ e do ‘Agora é Tarde’).

“Quando o Queen veio ao Rock in Rio, eu nem era nascida, mas depois conheci as músicas deles por uma professora de piano, que era fã”, lembra a cantora e pianista Maíra Freitas, filha de Martinho da Vila. “O Freddie Mercury é muito popular entre os músicos — aquele vozeirão, os arranjos e as vocalizações que ele fazia eram incríveis. Adoro ele”, diz.

“O Freddie foi um cara visionário, estava à frente do tempo. A postura artística dele sempre foi chocante. Eu gosto disso! O visual, com blazer e sem camisa, é um exemplo disso”, analisa o vocalista do grupo de pagode Sorriso Maroto, Bruno. “Ele foi, é e sempre será uma referência para muitas gerações e gêneros musicais”, defende.

“O disco ‘A Night the Opera’ (de 1975) marcou a minha vida. Tenho uma relação passional com esse disco, que ouvi exaustivamente na época”, conta Lenine. Erasmo Carlos resume o legado de Freddie Mercury: “A música dele virou um hino”.

Símbolo de campanha que combate a Aids

O bigode se tornou marca registrada do vocalista do Queen — tanto que foi por causa dele que o Freddie Mercury Prateado, do ‘Pânico na TV!’, ganhou o apelido — e serviu como símbolo para a campanha ‘Freddie For a Day’, que levanta fundos para combater a Aids.

Lançada dia 5 de setembro, quando o cantor faria 65 anos, no Brasil ela acontece em parceria com a Sociedade Viva Cazuza (que adicionou outro símbolo, a bandana, referência a Cazuza) e ganhou o apoio de diversos artistas, de Ivete Sangalo a Frejat. “Fico muito feliz em dar o meu apoio a esta campanha que leva os nomes de duas lendas do rock nacional e internacional, o Cazuza e o Freddie”, diz o cantor.

Freddie Mercury também é frequentemente lembrado de forma bem-humorada pela nova geração: a clássica pose do artista com o braço direito levantado para o alto, em ‘We Will Rock You’ se tornou meme na Internet, com o significado de ‘epic win’, ou seja, vitória.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Grupo americano OK Go faz shows grátis e grava clipe no Rio

Eles ficaram conhecidos pelo clipe de ‘Here It Goes Again’, em que fazem uma coreografia em esteiras de ginástica. O vídeo da banda americana OK Go teve mais de 50 milhões de acessos no YouTube e foi seguido por outros, igualmente criativos. Agora, o grupo surpreende o público brasileiro com shows na rua, que aconteceram em São Paulo e chegam hoje ao Rio: em diversos pontos da cidade, um caminhão serve como palco para o OK Go.

“Queremos sempre romper com os limites, seja na música ou nos vídeos”, diz o baixista Tim Nordwind, que integra a banda ao lado de Damian Kulash (vocal e guitarra), Dan Konopka (bateria e percussão) e Andy Ross (teclado e guitarra).

“A plateia tem sido uma mistura de fãs e gente que fica surpresa ao ver uma banda saindo de um caminhão na rua e se pergunta: ‘O que diabos está acontecendo?’”, conta ele.
Os brasileiros causaram boa impressão. “O público daqui é muito caloroso, mais do que estamos acostumados a ver em outros países”, elogia Tim. “Vocês parecem ter uma conexão com a música que não existe em qualquer lugar”, analisa ele, que se encantou com o Rio. “Fui à praia e procurei a garota de Ipanema, mas não achei”, brinca.

Amanhã, eles gravam imagens para o clipe de ‘I Want You So Bad I Can’t Breathe’ e os fãs podem participar do vídeo através do show, às 21h, no Baixo Gávea, ou pelo site www.cuervocold.com. Hoje, o grupo toca às 17h na Avenida Vieira Souto 110, em Ipanema, e às 21h na Praça Varnhagen, na Tijuca. Sexta-feira, às 13h, na Cinelândia, e às 23h, nos Arcos da Lapa.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

O clipe de ‘Here it Goes Again’:

A música perdida do Elliott Smith

E eu, que ando ouvindo tanto ele, hoje fiquei sabendo de uma faixa perdida dele, gravada quanto o cantor e compositor tinha 27 anos (a história toda tá aqui).

Realmente, não existem coincidências.

Nova do Leonard Cohen

Que beleza, como sempre:

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