Gil e Stevie Wonder

No dia seguinte ao show do Rock in Rio.

(via Matias)

Nova música do Black Keys

“Lonely Boy” é o primeiro single do novo disco Black Keys, El camino, previsto para 6 de dezembro.  Além de música ser um hit nato, o clipe é divertidíssimo.

A longa caminhada de Criolo

O rapper paulistano Criolo foi a grande estrela do último Video Music Brasil, da MTV, na semana passada, quando levou três prêmios (melhor disco, música e artista revelação) e cantou seu maior sucesso, “Não Existe Amor em SP”, ao lado de Caetano Veloso. Mas o artista — que abre o festival Faro MPB, sexta-feira, no Studio RJ — começou a chamar a atenção da grande mídia e a romper as barreiras do mundo do rap há alguns meses, quando o produtor de seu CD ‘Nó na Orelha’, Daniel Ganjaman, divulgou na rede a faixa “Não Existe Amor em SP”.
A música se espalhou rapidamente pelo Twitter e Facebook e a curiosidade sobre aquele nome (antes Criolo Doido) foi tanta que, quando o disco foi disponibilizado para download, em abril, o servidor não deu conta de tanto acesso. “Caiu três vezes o site. Viu que ‘da hora’? “, orgulha-se Criolo, ou Kleber Gomes.

Um dos fundadores da Rinha de MCs, competição de rap ‘freestyle’ de São Paulo, Criolo tem 36 anos de idade e 23 de carreira. Filho de uma professora e um metalúrgico cearenses, ele cresceu em Grajaú, na Zona Sul de São Paulo.

“Trabalhei com tanta coisa nessa vida! Foram 12 anos com crianças e adolescentes (ele foi arte-educador de moradores de rua) e tinha muito a ver comigo. Sempre lidei com gente, fosse vendendo cocada na rua, ou batendo de porta em porta”, lembra. Há dois anos, ele inclusive pensou em parar com a música. “Sou muito grato por isso tudo que tá acontecendo. Isso só rolou porque eu tive uma oportunidade aos 35 anos e agarrei ela”, diz.

Criolo ainda mora na casa dos pais e passa temporadas na casa de amigos. Conta que os mais chegados do bairro ganharam autoestima com o sucesso dele. “Tem amigo que fala: ‘Não gosto da tua música, mas já vi quanto você passou por baixo (da roleta) do busão e bateu de porta em porta para vender roupa para ter dinheiro para tocar num lugar que você nem sabia onde. Parabéns pelo teu trampo'”, conta.

Apontado como queridinho das mulheres, ele jura que o assédio é “normal” e “por causa do trabalho”. Se não existe amor em SP, na vida de Criolo existe? “Claro, amo meus pais, amigos…”, despista. Mas tem namorada? “Ah, isso aí tá tranquilo, gata. Casei com a música faz tempo. Vocês são lindas, maravilhosas, mulher brasileira é… vou falar o que de vocês?”, diz, entre tímido e charmoso, sem responder.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

The Kills faz primeira apresentação no Rio

O guitarrista inglês Jamie Hince se casou em julho com a top model Kate Moss. Mas na vida dele já existia uma mulher há mais de dez anos: a cantora americana Alison Mosshart, com quem Jamie forma o The Kills, que se apresenta sexta-feira no Circo Voador.

É a segunda vez do grupo no Brasil (eles tocaram em São Paulo em 2005), mas a primeira em terras cariocas. “Estive no Rio por alguns dias no início do ano, amei completamente, foi uma festa”, diz Jamie, que veio acompanhar Kate em fevereiro, quando ela fotografou uma campanha na cidade.

É a única menção a qualquer coisa relacionada à modelo: antes da entrevista, feita por telefone, a produção manda um aviso de que o músico irá desligar caso haja perguntas relativas ao assunto.

Outro tema limitado é o guitarrista Jack White — Alisson é vocalista de um dos projetos dele, Dead Weather. Para que ela pudesse sair em turnê com o grupo, em 2009, eles tiveram que interromper a criação do álbum ‘Blood Pressures’, o quarto do Kills, lançado este ano. Jamie admite que ficou inseguro.

“Quando é só você e mais uma pessoa, qualquer coisa que a outra faça tem impacto, tudo é intensificado”, conta. “Eu e Alison tivemos outras bandas antes, mas eu gosto mais disso (de serem só os dois). Em termos de fazer música, de relação artística, é uma coisa tão valiosa não ter outras pessoas na hora de decidir”, acredita ele.

Talvez por isso o CD mais recente seja o que tem mais composições de Hince. E, apesar de essa ser a turnê de ‘Blood Pressures’, ele garante que não dá para prever como será a apresentação no Circo Voador. “O que eu mais gosto nos meus shows é correr perigo”, instiga o guitarrista.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Sade faz o público do Rio vibrar com show

Nos anos 80 e 90, as músicas de Sade foram a trilha sonora que embalou muitos romances. Pela primeira vez no Brasil, a cantora sabe disso: em sua apresentação sábado, na HSBC Arena, apenas sete das 21 músicas eram do CD mais recente, Soldier of Love, lançado em 2010. Mostrando um sucesso atrás do outro, a nigeriana deu um clima nostálgico ao lugar e foi ovacionada pelo público.

Sem aparentar seus 52 anos, Sade surgiu no palco às 21h58 (com meia hora de atraso). A plateia, formada na maior parte por gente de 30 anos para cima, esperou por anos para ver a cantora ao vivo. Ela retribui. “Boa noite, Rio”, arriscou em português. “Quando eu era pequena, queria com todo meu coração vir ao Brasil, especialmente ao Rio de Janeiro, que é lindo”, disse, agora em inglês.

O setlist, o mesmo em todos os shows da turnê, abriu com “Soldier of Love”, do disco de mesmo nome. Mas bastaram os primeiros acordes da segunda música da noite, “Your Love is King”, para que o público fosse ao delírio, o que se repetiu em hits como “Smooth Operator”, “Is it a Crime” e “No Ordinary Love”, entre outros, irresistíveis no timbre aveludado e sexy da cantora.

Visualmente, o show faz jus ao clima cool das canções. Com a elegância de sempre, Sade usou quatro figurinos diferentes. Um telão dialoga com o show e os músicos (os mesmos desde o primeiro disco, de 1984) são revelados e “escondidos” por um jogo de luz e sombra. Em alguns números, um tecido na frente do palco recebe projeções. Inebriado, o público vibrou a cada surpresa, embarcando no mágico túnel do tempo proposto por Sade.

(matéria publicada ontem no jornal O Dia)

Bem lembrado

Desde que ouvi de novo essa música, sábado, ela não me sai da cabeça.

Criolo e Caetano no VMB

Dia de folga, planejei mil coisas, não fiz nada. Às vezes eu ADORO fazer nada.

Agora à noite, aproveitei pra me atualizar um pouco. E aí que eu curti bastante o Criolo com o Caetano no VMB ontem:

O Criolo vem passando por um processo curioso, nos últimos tempos. “Não existe amor em SP” foi lançada e virou logo viral nas mídias sociais. Na sequência, o disco dele, Nó na orelha, foi baixado por tanta  gente no lançamento que o servidor não deu conta. Foi parar na até na capa da Serafina, a revista pra ricos da Folha de S. Paulo. E aí de repente ele começou a ser criticado por causa do “hype”.

Eu fui mais uma a conhecer o trabalho dele através de “Não existe amor”. Depois, fui no YouTube catar outras músicas e achei legal. Quando o disco saiu, baixei e gosto bastante. Não é a coisa mais revolucionária do mundo, mas quem disse que ele se propõe a isso? O anti-hype também dá muita preguiça…

Semana que vem, ele se apresenta pela primeira vez aqui no Rio, no Studio RJ, e vou poder conferir ao vivo.

Pedro Verissimo lança segunda música de seu CD solo

“Canção suspensa” pode ser baixada no site do cantor. Ouça aqui:

(a ilustração do alto foi feita para ilustrar a música e é parte do projeto de lançamento digital do disco Esboços, estreia de Pedro Verissimo em carreira solo)

Uma noite com Julio Iglesias

Como será assistir a um show do eterno galã Julio Iglesias a convite do próprio, com direito a ida ao camarim? E como esta repórter poderia dispensar a gentileza do cantor de 68 anos, durante entrevista em que ele fez grandes revelações, publicadas aqui em O DIA D? Certa de que seria uma experência diferente, fui ao Vivo Rio na segunda-feira.

Tudo começou em agosto, quando o entrevistei por telefone. Entre galante e brincalhão, Julio me chamou para jantar depois de sua apresentação no Rio, que seria em outubro, o que foi reforçado por um telefonema de sua assessora na sequência. Na sexta-feira passada, vieram instruções para ter acesso ao backstage do cantor.

Acompanhada de minha tia, grande fã, assisti à apresentação. No palco, Julio mantém a atitude sexy: beija na boca a dançarina, a backing vocal. Dedica uma música a uma fã que vai lhe entregar flores. O cantor diz que ele “não é fácil”. As fãs reagem à altura, com gritos histéricos. Assim estava a plateia do Vivo Rio.

No final do show, nos dirigimos ao camarim. Entramos sem a menor dificuldade, enquanto tietes em uma fila gritavam pelo cantor. Achei que haveria outros jornalistas ali, que ele teria chamado vários, mas não. Depois de alguma espera, Julio finalmente surgiu, perguntando onde eu estava. “Disseram que a tia é que me quer”, já chegou logo dizendo.

Quando pedimos para que Julio tirasse fotos com a gente, a simpatia continuou e ele até deu um beijo em minha tia na hora do clique. O toque de excentricidade só pudemos perceber quando vimos as fotos: o excesso de gentileza da assessora, que insistiu em fazer o registro, era para garantir que Julio sairia naquele que ele acredita ser seu melhor ângulo. Caprichos de galã.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Novo disco do Wado

O cantor disponibilizou hoje em seu site seu novo disco, Samba 808, que tem participações de Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Chico César, Curumin, Zeca Baleiro, Fabio Góes e André Abujamra. É o sexto CD de sua carreira.

Abaixo, “Com a ponta dos dedos”, com Mallu e Camelo:

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