Atração do Lollapalooza, Alabama Shakes se apresenta hoje no Rio

alabamashakes

Com quatro anos de carreira e apenas um disco — o elogiado ‘Boys & Girls’ (2012), o Alabama Shakes foi uma das bandas mais comentadas do ano passado. Atração do Lollapalooza Brasil, festival em São Paulo que acabou ontem, o grupo norte-americano liderado pela vocalista Brittany Howard vem para o Rio e se apresenta, hoje, no Circo Voador.

A poderosa voz de Brittany, frequentemente comparada à de Janis Joplin, é um dos principais trunfos do grupo, que ainda conta com Zac Cockrell (baixo), Heath Fogg (guitarra) e Steve Johnson (bateria). “Tenho um longo caminho pela frente para melhorar. Já canto há algum tempo, e tento aprender ao máximo como posso me aprimorar”, diz a cantora, modesta.

Com fãs do quilate de Robert Plant e Jack White, Brittany e seu grupo fazem sucesso sem precisar apelar para uma vocalista com pinta de modelo ou visual ‘cool’: a música do grupo, com uma sonoridade calcada no rock e no soul dos anos 70, se basta. “Ainda não sofremos nenhuma pressão para mudar nossos visuais ou o nosso som. Fazemos o que amamos e até agora tudo funcionou muito bem”, garante ela.

Animada com o show no Circo, ela diz que adora tocar em lugares que chama de casas de rock calorentas. “A energia é incrível, e a gente se sente conectado de verdade com o público”. Brittany também conta que está bem curiosa sobre a música brasileira. “Estou muito empolgada para aprender mais sobre o que é produzido no Brasil, conhecer novas bandas e artistas. Você tem alguma sugestão?”, manda.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Caetano Veloso faz minitemporada do novo show

Caetano Veloso

Caetano Veloso estreou ontem, no Circo Voador, o aguardado show do disco ‘Abraçaço’, terceiro da trilogia com a Banda Cê, lançado ano passado. Entrevistei o artista para o Guia Show & Lazer, suplemento do jornal O Dia publicado hoje. Aqui, a íntegra toda a entrevista.

‘Abraçaço’ tem canções mais intimistas, lentas. Os arranjos do show serão iguais aos do disco? Ou mais pesados?
Os arranjos serão basicamente os mesmos do disco.

O disco tem pelo menos cinco (ou seis, se incluirmos ‘Estou triste’) canções de amor, algumas delas um tanto melancólicas. Foram compostas num período de tristeza afetiva? São autobiográficas?
Eu já disse que todas as minha músicas são autobiográficas — mesmo as que não são. Mas canções de amor são o que as canções mais são, sempre. Mas ‘Vinco’ e ‘Quando o galo cantou’ são canções afirmativas. Sem lamúrias. Isso sem falar em ‘Parabéns’, que é uma celebração, ou ‘O império da lei’, que é uma canção de luta e profecia. Estou certo de que a Dolores Duran era, como eu gosto de ser, piadista e amante da vida: as canções de dor de cotovelo podem ter tido base em experiências reais, mas estavam mais presas ao estilo dos samba-canções da época. ‘Estou triste’ foi escrita num momento em que eu estava triste. Há melancolia em ‘Abraçaço’ (apesar da festa contida na palavra). Mas tudo passa.

O disco, por sinal, foi muitíssimo bem-recebido. Acredita que a tristeza é mais prolífica e produz coisas mais bonitas que a felicidade (risos)?
Não acredito nisso. Mas me impressiona que esse disco tenha sido tão bem recebido. Antigamente as músicas brasileiras (e latinoamericanas em geral) só podiam tratar de amores tristes, que não davam certo. As canções americanas, ao contrário, eram majoritariamente afirmativas do sucesso amoroso. Mas desde os anos 1970 que isso mudou no Brasil. Com Los Hermanos, o amor fracassado e os lamentos voltaram, Foi bonito. E sutilmente irônico. Mas ouça os pagodes românticos: são afirmação da realização amorosa e sexual.

‘Abraçaço’ é considerado um grande disco por boa parte dos seus fãs. Considera ele um dos grandes da sua obra?
Até estrangeiros acham que é meu melhor disco desde ‘Livro’. Eu não entendo. Acho bom, mas sou mais ‘Cê’. Talvez o relaxamento e a despretensão tenham cativado. Vamos ver como as pessoas reagem às canções no show.

Logo depois do lançamento do disco, fez sucesso um vídeo antigo em que você diz: “Chico Buarque é foda. Eu sou foda. A verdade é essa. Milton Nascimento é foda. Gilberto Gil é foda. Djavan é foda”, e por aí vai. Ainda se irrita com críticas que considera injustas?
Eu acho que ali eu estava falando de um grupo de jornalistas que acreditavam comandar a cena cultural brasileira e se ressentiram da importância que ganharam os compositores a cantores populares a partir do final dos anos 1960. ‘A bossa nova é foda’ é um grito de guerra que vai a algo mais fundo do que isso. E não tem nada a ver com irritação.

Quando foi a última vez que subiu ao palco do Circo Voador? E a última vez que fez um show seu lá (caso a última vez no Circo tenha sido uma participação numa apresentação de alguém)?
Não me lembro. Acho que foi com a Orquestra Imperial, numa homenagem à memória de Nelson Jacobina. Cantei no Circo inúmeras vezes. Fiz o ‘Cê’ lá. Fui assistir Gal. Fiquei danado da vida porque perdi James Blake. É sempre ótimo.

E o que acha do Circo como casa de shows?
Tem magia, histórico, clima. Desde os tempos de Perfeito Fortuna (que criou sua lenda) o Circo é um lugar não careta. E essa estrutura arredondada com ferros é muito bonita. A plateia fica desencanada.

Ah leleke lek lek lek lek

Foto: Maíra Coelho / Agência O Dia

Eles criaram o grupo há oito meses, mas foi há três que a vida de quatro meninos da comunidade Coronel Leôncio, no bairro da Engenhoca, em Niterói, mudou radicalmente. É que o clipe de ‘Passinho do Volante’ (do verso “Aaaah, lelek lek lek lek lek…”), de MC Federado e os Lelekes, virou fenômeno na internet, com mais de 11 milhões de visualizações só do vídeo original e 30 milhões se contarmos as versões. Até Neymar já fez o passinho, o que alavancou ainda mais a popularidade deles.

“Foi a maior emoção quando vi o vídeo do Neymar, nem acreditei”, conta Paulo Victor Conceição Silva, 18 anos, o MC Federado. “Era madrugada, quando a minha tia me mandou, e fui na casa dos meninos para mostrar para eles”, diz. Ele é o que canta no grupo, que ainda tem os dançarinos Alex Junior, 18; Alan Johnson, 19; e Renan Miguel, 18, o único que não vive na comunidade (mora no Sapê). Antes da fama repentina, Federado ajudava a mãe em casa, Alex trabalhava num lava-jato, Alan era barbeiro e Renan, mototaxista.

O clipe foi gravado na Coronel Leôncio e custou apenas R$ 70: foram usados um tablet e uma câmera fotográfica digital, e os moradores do local fizeram as vezes de figurantes. Segundo o empresário Dieddy Santana, a agenda do grupo, que vem rodando o Brasil acompanhado do DJ Bicudo, de São Gonçalo, está fechada até o início de junho. “Eles são da mesma comunidade do Buchecha, o que prova que um raio cai várias vezes no mesmo lugar”, brinca.

“Agora já viu, né? As mulheres tudo dando em cima”, diverte-se Federado. Todos tinham namorada, mas ele faz questão de frisar que agora estão solteiros. “Elas não aguentaram a pressão da gente viajando toda hora”, conta Renan.

Os quatro andam vestidos da mesma maneira: calça skinny, óculos Ray-Ban Wayfarer (aquele do Restart) sem lente e camiseta com o verso famoso da música. Federado e Alan ainda exibem cristaizinhos coloridos nos dentes. Eles usam Super Bonder para colar, mas a dentista Bianca Barata avisa que a cola é tóxica para ser usada na boca. “Chamamos esse tipo de colagem de piercing, e costumo usar resina fotopolimerizável”, explica.

(matéria publicada hoje na capa do suplemento O Dia D, do jornal O Dia)

Gossip faz as pazes com o Brasil

Depois de cancelar duas vindas ao Brasil, o grupo americano Gossip fez as pazes com o país ontem, no festival Planeta Terra, em São Paulo, e promete repetir o feito hoje no Circo Voador, no Rio, onde se apresenta às 21h.
“Nossos fãs brasileiros estão entre os mais entusiasmados de todos, me sinto péssima por não termos conseguido vir antes”, conta a vocalista Beth Ditto, que forma o grupo ao lado de Nathan ‘Brace Paine’ Howdeshell (guitarrista, na banda desde 1998) e Hannah Blilie (baterista).  “Nosso show é uma experiência ao vivo. Um nunca é igual ao outro”, garante Nathan.
Feminista, lésbica assumida e gorda, Ditto veste o que quer, sem tentar esconder seu corpo, sem medo de ser feliz. Tanta atitude transformou a cantora em ícone fashion – ela tem sua própria linha de roupas, é queridinha de estilistas como Jean Paul Gaultier, para quem já desfilou, e recentemente assinou uma linha de maquiagem para a MAC, por exemplo.
“Moda e música sempre estiveram muito próximas, acho que a energia de criação é atraída por outra energia criativa. Muitos estilistas eram considerados esquisitos ou ‘bichinhas’ quando eram mais novos, e acho que a se identifica como ‘outsiders’”, acredita ela, que dá um conselho para mulheres que se sentem mal com o próprio corpo.
“Não desperdice seu tempo e energia e beleza se preocupando com o que outras pessoas pensam de você. O que você vê na TV e nas revistas é uma versão retocada, envernizada e descolada da realidade, ela sequer existe”, defende. “Existem muito mais coisas sobre você enquanto pessoa que são infinitamente mais importantes do que a sua aparência.”
Aos 31 anos, Beth planeja para o ano que vem o casamento com a namorada, Kristen Ogata. “Estou muito empolgada e isso é tudo o que vou te contar”, diz ela, que pretende ter filhos, mas não revela se adotará ou fará inseminação artificial. “A gente vai tomar essa decisão quando chegar a hora”.
Feliz no amor e também no trabalho, já que o Gossip lançou este ano o quinto CD, ‘A Joyful Noise’, e comemora 14 anos de carreira. “O segredo para durar tanto é a amizade”, diz Nathan. “Crescemos na mesma cidade no sul (dos Estados Unidos), existem coisas sobre a nossa infância que só o outro entende”, diz Ditto, que tem origem pobre. “A gente é mais família do que colegas de banda ou amigos. Às vezes nós discutimos, como todo mundo, mas amamos criar juntos”.

Arte com fita cassete

Simplesmente linda essa série da artista plástica Erika Iris Simmons, que fez retratos de celebridades com fitas cassete. É possível ver a coleção e até comprar obras pelo site da artista.

Robert Smith, The Cure

Beatles

Marilyn Monroe

Universo musical além do samba

Quando começou a aparecer na mídia, João Cavalcanti era o filho do Lenine. Onze anos depois, ele é o vocalista do Casuarina, grupo de destaque na cena de samba que ajudou a revitalizar a Lapa. E agora ele prova que é tudo isso e mais ainda, com o lançamento de seu primeiro disco solo, ‘Placebo’, que apresenta amanhã no Studio RJ. No CD, ele reúne canções de estilos diversos — e só um samba.
“Eu nunca idealizei lançar um disco. O que num momento eu entendi é que eu não conseguiria negligenciar essas outras músicas que eu faço. Se tornou uma urgência que eu desse voz a essas músicas que não se encaixam no Casuarina”, explica João, que pretende dar continuidade à carreira solo. “Eu sempre disse: ‘Não me diga que sou sambista.’ Eu ouço de tudo”.
Os fãs do Casuarina, no entanto, não precisam se preocupar: o grupo segue firme e forte. “Não vi, não vejo e dificilmente verei motivo para abrir mão do Casuarina”, garante ele.
Compositor gravado por Roberta Sá, Tiê (com quem tem uma parceria) e Antônia Adnet, no CD, produzido por Plínio Profeta, ele contou com as participações de músicos como Davi Moraes, Humberto Barros, e Alfredo Del-Penho, entre outros. “É uma delícia fazer parte de uma geração tão talentosa e ter trânsito entre pessoas de tantos grupos”.
E toda a segurança conquistada nos palcos nos 11 anos de carreira tem dado lugar a um sentimento que já não fazia parte do dia a dia de João. “Se eu disser qualquer coisa diferente de medo e ansiedade é mentira. É o que dá, tudo concentrado nesse show, e é o que motiva. Se eu não tivesse esse ‘Polo Norte’ na barriga nessa semana, não faria sentido. Não tem outra saída, e que seja assim pelo resto da vida”, garante o músico.

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

Criolo recebe Ney Matogrosso amanhã

Fã declarado de Ney Matogrosso, Criolo já encontrou o cantor algumas vezes: o rapper fez uma ponta no filme ‘Luz Nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha’, estrelado por Ney. Depois, nos bastidores do Carnaval de Recife, quando os dois participaram do tributo aos 40 anos de carreira de Alceu Valença. Mas amanhã, eles dividem o palco pela primeira vez, no show de Criolo no Vivo Rio.
“No filme, eu e uma árvore não tinha diferença”, brinca Criolo. “Mas o mundo girou e a gente está se reencontrando. Deixei ele bem à vontade, quero que ele se divirta. Só depois que rolar que eu vou parar e falar: ‘Realmente aconteceu!’”, diz.
Com 24 anos de carreira, o rapper de 37 anos viveu muitas emoções de 2011 para cá: cantar uma música sua ao lado de Caetano Veloso, ver Chico Buarque cantar sua versão para ‘Cálice’, receber elogios de João Bosco, ter Mano Brown na gravação de seu DVD com Emicida e se apresentar com o etíope Mulatu Astatke. “É difícil falar num único momento emblemático. Só agradeço e me emociono”, garante Criolo.
As conquistas incluem os mais de 1 milhão de downloads do CD ‘Nó na Orelha’ (lançado ano passado) e shows como o do Central Park, em Nova York, que reuniu 5 mil pessoas. Ele deixou o bairro do Grajaú, na periferia de São Paulo, e hoje vive num apartamento alugado de um amigo, no Centro. Criolo diz que a grana melhorou, mas não ganha tanto assim. “As pessoas que trabalham comigo sabem das minhas restrições, então restringe bastante o fluxo de dinheiro. E minhas músicas falam sobre assassinato, tráfico de drogas. Não são assuntos que vendam muito”, acredita.

 

(matéria publicada hoje no jornal O Dia)

James Franco também canta…

O ator James Franco divulgou ontem o clipe de “Love in the old days”, primeiro single do Daddy, seu projeto com o músico e amigo Tim O’Keefe, que lançou ontem um EP. O clipe foi dirigido pelo próprio Franco, e a música traz vocais de ninguém menos que Smokey Robinson. E não é que a música é uma delícia?

<3

Vencedor da promoção Marcelo Jeneci canta Roberto Carlos + Exalta Rei!

O vencedor da promoção é o Roberto Peres, que levou um par de ingressos para o show. É só ir amanhã (sábado, 7 de julho), na entrada de convidados do Circo Voador, até meia-noite, com a carteira de identidade.

Promoção: Marcelo Jeneci canta Roberto Carlos + Exalta Rei!

O cantor, compositor e multi-instrumentista apresenta amanhã no Circo Voador suas releituras para obras de Roberto Carlos que marcaram sua vida, como “O Outro Lado Da Cidade” e “Esqueça”, além de músicas de sua autoria, como “Pense Duas Vezes” e “Felicidade”.

Ele sobe ao palco acompanhado por sua banda: Laura Lavieri (voz e piano), Régis Damasceno (baixo), Estevan Sinkovitz (guitarra), João Erbetta (guitarra) e Richard Ribeiro (bateria) e um trio de metal.

A noite tem show de abertura do bloco Exalta Rei!, que, além de recriar o repertório de Roberto Carlos, faz versões de músicas de sucessos do Rei do Pop, o Rei do Baião e até o Ray Charles.

Vou sortear um par de ingressos para o show. Pra concorrer, basta fazer  um comentários neste post, com nome, sobrenome e email válido. O resultado sai na sexta-feira, depois das 18h. Só maiores de 18 anos podem concorrer.

Marcelo Jeneci canta Roberto Carlos + Exalta Rei!
Sábado, 7 de julho
Às 23h
Circo Voador. Rua dos Arcos s/nº, Lapa (2533-0354).
R$ 60 (estudantes, maiores de 65 anos e quem levar 1kg de alimento não-perecível pagam meia). 18 anos.

Previous Older Entries

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.